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A falta de bons profissionais, unida à aceleração da economia, criou no mercado uma verdadeiraguerraentreasgrandesempresas em busca de perfis qualificados
Frederico Machado
Oassunto que mais ouvimos ultimamente é sobre o boom de desenvolvimento econômico do Brasil e das expectativas de ascensão que temos para os próximos anos, mas pouco se fala de como conseguiremos “surfar” nesta onda.
Pré-sal, Copa 2014, Olimpíadas 2016 e toda ademandadeinfraestruturaparaesteseventos, construção civil em expansão, aumento da capacidade produtiva de fábricas de bens duráveis e assim por diante. O que nós, empresários, já sentimosnapele é a grande falta de mão-de-obra qualificada no mercado baiano e brasileiro, e com isso uma grande disputa por “salvadores da pátria”.
A falta de bons profissionais, unida à aceleração da economia, criou no mercado uma verdadeiraguerraentreasgrandesempresas em busca de perfis qualificados.
Quando este assunto vem à tona, buscamos achar respostas rápidas e também “salvadoras” paraoproblemaesemprecaímosnaquelevelho discurso:“Aculpaédogoverno,quenãoinveste em educação”, ou melhor, “pagamos nossos impostos, mas não vemos o retorno disto.” Oque realmente precisamos é deumnovo modelodegestãodestanovageraçãoqueestá entrandonomercadodetrabalhoquasesempre com pouca experiência e ávida por um rápido crescimento. Como motivá-la a aproveitar o máximo da produtividade sem levála à exaustão e perder em produtividade criativa e empreendedora? E,nopontoaltodapirâmide, fazercomque os que hoje são “salvadores da pátria” consigamnestaetapamaduradavidadividirseu tempo entre treinar a nova geração e liderar equipes multifuncionais, culturais e qualificadas.
E isto muitas vezes em novos ambientes organizacionais e com um prazo extremamente apertado.
Não existe receita pronta, estamos todos na mesma prancha, vivemos em um cenário delicado.
Não se forma um profissional qualificado da noite para o dia. Os custos estão elevadíssimos, eaperguntaquefica é: seráque teremos como ser competitivos e fazer tudo o queprecisamosparaelevaroBrasilaopostode quinta potência econômica, ou sofreremos com uma invasão de empresas estrangeiras?
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