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À medida que as atividades produtivas se diversificam e o Maranhão se afirma como pólo industrial, aumentam igualmente as exigências de mão-de-obra capacitada para o setor de serviços
Da Redação
Diante da carência cada vez maior de mão-de-obra qualificada em diferentes níveis, gerada pela economia em ritmo acelerado de crescimento no país, virou mantra na boca dos especialistas a constatação de que a política educacional precisa atender às necessidades do mercado de trabalho.
No caso específico do Maranhão, urge estreitar a colaboração das universidades e das escolas de nível intermediário, os cursos técnicos e profissionalizantes, com o poder público e a iniciativa privada.
Os órgãos representativos do empresariado, como a Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema), a Associação Comercial, a Federação dos Produtores Agropecuários e o Sebrae, têm muito a dizer sobre o currículo das variadas formações, capaz de responder às demandas cada vez mais diversificadas e complexas do mercado.
Concretamente, numerosos investimentos estão programados para o Maranhão, como a Refinaria Premium em Bacabeira – a maior da América Latina -; a fábrica da Suzano; a exploração de minérios e outros empreendimentos, que se tornam inelutáveis. Constituem o chamado efeito de arrasto, provocado pela ampliação das fronteiras agrícolas maranhenses, pela expansão de empresas como a Alumar e a Vale, pela condição a que vai se alçar o estado daqui a pouco como grande produtor de gás. A descoberta recente das imensas reservas de Capinzal do Norte apontam seguramente nesse sentido. Sem falar do fato de que, a partir da implantação da Hidrelétrica de Estreito, em fase de conclusão, seguida pela construção da Hidrelétrica de Serra Quebrada, o Maranhão subirá no ranking dos estados produtores de energia.
À medida que as atividades produtivas se diversificam e o Maranhão se afirma como pólo industrial, aumentam igualmente as exigências de mão-de-obra capacitada para o setor de serviços. No cômputo geral, faltam ao Brasil, e ao Maranhão em particular, segundo o Ministério do Trabalho, engenheiros, geólogos, técnicos de nível intermediário para os diversos segmentos industriais, técnicos agrícolas, profissionais do agronegócio, de tecnologia da informação, do turismo e do setor de alimentação.
Uma educação suscetível de preparar quadros para a arrancada desenvolvimentista que se anuncia exige não apenas a adaptação da formação às solicitações do mercado. Exige também, e sobretudo, investimentos substanciais na qualificação dos professores, nos equipamentos pedagógicos, na melhoria e ampliação dos laboratórios.
Só assim supriremos as carências da formação, apontadas, hoje, como a principal causa do número crescente de diplomados sem emprego. É preciso que a inteligência criativa de nossa gente se exprima nas pesquisas e descobertas capazes de possibilitar a exploração racional e rentável das nossas riquezas em proveito do povo maranhense. Para tanto, a existência de educadores capacitados, atualizados e com visão de mundo, é a força motriz do processo.
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