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Número de cursos na Bahia pulou de 15 para 69 em três anos; há mais unidades que também oferecem educação
Helga Cirino
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou, esta semana, um dado alarmante: anopassado,odesemprego atingiu o índice mais alto já registrado, 81 milhões de jovens entre 15 e 24 anos estão sem emprego no mundo.
Temerosos com a realidade, estudantes buscam, cada vez mais, profissionalização, o que aumentou o oferecimento de vagas em cursos técnicos na Bahia. Um crescimento de 1000% em três anos, saindo de 4 mil vagas para 40.100, de acordo dados da Secretaria Estadual de Educação.
“Eonúmerodevesubirainda mais em 2010. Como disseram: trata-se da criação de jovens compondo uma ‘geração perdida’”, completou a estudante Maíza Pires Souza, 17, aluna de um curso de edificações no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFBA).
Ela e os jovens Daniel Medina, 17, IsaPaulaSantosSilva, 18, Carolina da Silva Borges, 16, Danilo Saback, 17, Beatriz Andrade Lima, 18, e Larissa Oliveira, 17, estão atentos à realidade. Todos acreditam que o ingresso no curso de Automação e Controle Industrial do IFBA pode facilitar a entrada no mercado de trabalho.
“Está cada vez mais difícil conseguir o primeiro emprego.
Com o conhecimento já saímos na frente”, comemorou Isa Paula. E a preparação para a iniciação profissional não tem sido nada fácil para estes jovens. “Émuitoestudo, aqui tem muita física e matemática”, avisou Carolina.De acordo com dados da Seduc, o número de cursos profissionalizantes na Bahia puloude15 ,noiníciode2007, para 69, em 2010. “Em 2007, apenas 34 unidades ofertavam educação profissional, em 2010, até agora, são 140, incluindo os centros estaduais e territoriais, distribuídosemtodos os 26 territórios de identidade”, afirmou o professor Almérico Lima, superintendente da educação profissional do Estado.
Situação de risco OsnúmerosdoscursosnaBahia são maiores se levarmos em consideração as iniciativas de instituições não-governamentais.
Como é o caso do trabalho realizado pela Fundação Lar Harmonia que buscaumanovarealidadepara jovens que convivem com a violência em comunidades de Salvador. Duzentos e quarentaecincoalunosestãoinscritos em dez oficinas profissionalizantes Bezerra de Menezes.
Lá, eles podem aprender percussão, artes, sisal,crochê, informática, cerâmica, corte e costura, customização, empreendedorismo e culinária.
“Tudo que conseguimos é com a solidariedade das pessoas.
Todos trabalham com muito amor. Buscamos proporcionar o aprendizado técnico a jovens em situação de risco social, inseri-losnomercadoeevitaroseuingressona marginalidade”, afirmou a presidente da fundação, Cristiane Silveira.
A jovem Elaine dos Anjos Santos, 20, orgulha-se em dizer que fez parte desta família.
Empregada da Caixa Econômica Federal (CEF), como atendente, ela estudou informática na entidade não-governamental.
“E foram eles que me encaminharam ao trabalho. Hoje posso ajudar em casa”, contou orgulhosa.
Professora voluntária e coordenadora dos trabalhos, Bernardete Zen falou sobre o retorno dado pela comunidade.
“É muito gratificante ver estas pessoas mantendo suas famílias com o conhecimento que adquiriram aqui”, comemorou.
Fundador da instituição, o psicólogo clínico Adenáuer Novaes lembrou que o Lar Harmonia não tem objetivo político. “Nossa editora e a própria sociedade mantêm a fundação”, ressaltou.
NÃO-GOVERNAMENTAL
As dez oficinas profissionalizantes Bezerra de Menezes da Fundação Lar Harmonia, localizada em Piatã, atendem 245 pessoas em cursos que vão de informática a cerâmica
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