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No fim da X Reunião dos Ministros do Trabalho e Assuntos Sociais da Comunidade de Países da Língua Portuguesa, o grande saldo foi o fortalecimento brasileiro nesse novo cenário internacional
Camille Soares
Turismo, qualificação e microcrédito são alguns dos temas que renderão bons exemplos partindo do Brasil com direção aos membros da Comunidade de Países da Língua Portuguesa (CPLP). Durante a X Reunião dos Ministros do Trabalho e Assuntos Sociais da CPLP, que se encerrou ontem, em Fortaleza, além de um extenso cronograma de ações, duas conclusões foram tiradas pelos participantes.
A primeira foi a de que esse foi um dos encontros que mais gerou dados concretos. Muito em função da atual conjuntura política dos países participantes, como ressaltou o diretor geral da Comunidade, Helder Vaz. A segunda, como aponta o secretário-executivo do Ministério do Trabalho, André Figueiredo, foi o fortalecimento da posição política do Brasil dentro da comunidade. Esse fortalecimento se deu em muito pelo País apresentar uma realidade em que muitos avanços foram obtidos em questões ainda tão caras aos países africanos.
Exemplos Dizendo-se encantado com o País e com uma série de exemplos vistos aqui que ele gostaria de fazer no seu país, o diretor geral da CPLP afirmou que o cenário político hoje permitiu maiores avanços nas discussões. ``Quando a estrada é clara, podemos correr com mais velocidade``, aponta Vaz.
Para Vaz, há uma maior coesão entre os países da CPLP, fazendo com que as ações sejam definidas mais facilmente. A opinião foi compartilhada pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi. ``Discutimos com profundidade as questões do trabalho e da previdência social``, pontuou Lupi.
Chamando a atenção para os avanços em áreas como a proteção social e a qualificação profissional, Lupi destacou que os países da língua portuguesa têm que assumir uma postura de protagonistas no cenário mundial. ``Nós não podemos mais ser coadjuvantes da história do mundo, nós queremos ser atores principais``, observa o ministro.
É a cooperação Sul-Sul em que o País busca um lugar de destaque. Para o secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, a grande meta do País é levar suas políticas e exemplos de distribuição de renda a outros países.
E agora é o momento de que esses países sejam os que estão em momento de montar e fortalecer suas economias. Mesmo lembrando de Portugal, Gabas ressaltou que são os países africanos que hoje pedem a atenção brasileira. "Enviamos equipes técnicas para fazer cooperação técnica com Cabo Verde, com o Timor Leste. Estamos fechando agora com São Tomé e Príncipe para fazer um laboratório com isso``, destacou.
Emais
A XI Reunião dos Ministros do Trabalho e Assuntos Sociais da CPLP ficou marcada para o próximo ano, desta vez na Angola.
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou que já foi solicitada à Organização Internacional do Trabalho (OIT), que o português seja incluído como um dos dos idiomas oficiais das reuniões internacionais de trabalho.
Participam da CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, e Timor Leste.
O secretário-executivo do Ministério do Trabalho, André Figueiredo, defendeu que o Ceará também deve se fortalecer com o evento. ``Esperamos poder consolidar o Ceará como porta de entrada dos países africanos``.
A meta é que até 2012 todos os países tenham a estrutura do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
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