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O paleontólogo é o profissional que estuda as espécies de vida que já existiram no planeta, a partir de seus fósseis.
Quem nunca se interessou pela história dos dinossauros, ou dos nossos ancestrais humanos? Ou nunca se perguntou como se forma um fóssil, como se determina sua idade, em que região teria vivido? E sobre as diversas teorias da evolução? Estas e outras perguntas você pode fazer a um paleontólogo, porque o assunto é com ele mesmo. Ou, melhor ainda: pode decidir se tornar um! Então, passará a pesquisar, descobrir, confrontar idéias, questionar, propor novas teorias...
Os fósseis são muito importantes para o estudo da morfologia dos seres antigos e da geologia do planeta, ajudando na datação de rochas, pesquisando sobre mudanças no clima e sobre movimento dos continentes e desvendando problemas biológicos relativos à evolução, origem e extinção da vida. Além disto, os fósseis podem ser ótimos sinalizadores para encontrar petróleo, gás natural e outras riquezas. Geralmente, os paleontólogos procuram fósseis em penhascos marinhos, pedreiras, rochas expostas e grutas.
No Brasil, para ser paleontólogo é preciso ter feito uma faculdade de Biologia ou Geologia, para só depois fazer uma especialização (pós-graduação) em Paleontologia. Como se vê, o curso é fruto da interação de várias disciplinas.
>> Como se formam os fósseis?
A formação de um fóssil é um processo muito demorado, que pode levar milhões de anos.
Nem todos os animais acabam fossilizados, o que significa que estamos ainda muito longe de conhecermos todas as espécies antigas do planeta. Isto é praticamente impossível, porque a fossilização depende muito do acaso.
A condição que favorece o processo de fossilização é o impedimento da decomposição, quando o ser vivo é enterrado, congelado ou fica sob a lama, por exemplo. Se isto ocorre, pode ser que daí surja um fóssil para nos contar uma história - porém ainda existem outros fatores que impedirão o fóssil de chegar até nós de forma satisfatória. É que, mesmo fossilizado, ele pode se dissolver, através da erosão, ou ser quimicamente alterado ou distorcido, através de mudanças bruscas de temperatura e pressão. Assim, cada fóssil encontrado é um achado para a paleontologia.
A maioria dos fósseis é constituída pelas partes resistentes dos animais e plantas, como ossos, conchas ou, o que é mais comum de se encontrar, dentes, devido à grande proteção que o esmalte lhes confere. Porém, outros indícios dos antigos habitantes do planeta podem servir para os conhecermos: os icnofósseis, ou seja, vestígios fossilizados deixados pelos animais, como pegadas, caminhos, escavações e excrementos (coprólitos).
É raríssimo encontrar um fóssil completo de vertebrado. Já os insetos, por exemplo, são muito encontrados fossilizados no âmbar. Esta substância, assim como o gelo e o betume, ajuda a conservar as partes moles do tecido.
>> Anhangüera: um dinossauro brasileiro
A paleontologia é muito conhecida por causa dos famosos dinossauros. Porém, estudá-los não é coisa simples. Imagina só: a partir de fósseis de animais que nem existem mais, os paleontólogos são capazes de dizer sobre seus hábitos alimentares, regiões onde viviam, como determinados indivíduos morreram, se caçavam, se eram caça.
No Brasil, um famoso fóssil de dinossauro encontrado no Nordeste recebeu o "carinhoso" apelido de Anhangüera: o "velho demônio", na língua indígena. Na verdade, era um pterossauro com grandes asas (parecidas com as de morcego) que chegavam a até cinco metros de envergadura.
Sobre estes pterossauros sabe-se que eram capazes de voar e também se aventuravam pelo mar em busca de alimentos, pois as formações em que foram encontrados eram antes mares. A região onde o Anhangüera foi encontrado - Formação Santana - é uma das mais ricas do mundo em fósseis.
Todos estes dados levantados são, ainda assim, conjeturas, pois nunca se pode afirmar com certeza absoluta sobre a vida dos dinossauros. Afinal, acredita-se que os dinossauros foram extintos há mais de 62 milhões de anos, época em que a gente nem sonhava ainda existir e por isso mesmo nunca pudemos observar diretamente seu comportamento, modos de vida.
Falando nisso, quer saber uma curiosidade? Devido a estas limitações, até hoje não se sabe a cor dos dinossauros!
Fonte: www.ibge.gov.br
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