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O mundo que fala português (chamado lusófono) tem atualmente cerca de 250 milhões
de pessoas e no Brasil estão 80% desses falantes. O português é a língua oficial em Portugal, Ilha da Madeira, Arquipélago dos Açores, Brasil, Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, é a quinta língua mais falada do planeta e a terceira mais falada entre as línguas ocidentais, atrás do inglês e do castelhano. Seu ensino virou obrigatório nos países que compõem o Mercosul.
Não oficialmente, o português também é falado por uma pequena parte da população em Macau (território chinês que foi até 1999 administrado pelos portugueses); no estado de Goa, na Índia (que foi possessão portuguesa até 1961) e no Timor Leste, na Oceania (até 1975 administrado pelos portugueses, quando então foi tomado pela Indonésia, atualmente é administrado pela ONU).
O fato de a língua portuguesa estar assim espalhada pelos continentes deve-se à política expansionista de Portugal, nos séculos XV e XVI, que levou para as colônias essa língua tão rica, que se misturou a crenças e hábitos muito diversos, e acabou simplificada em vários dialetos. São chamados de crioulos os dialetos das colônias européias de além-mar.
>>> Inicialmente o romance
A língua portuguesa tem origem no latim vulgar (o latim falado) que os romanos introduziram na Lusitânia, região situada ao norte da Península Ibérica, a partir de 218 a.C. Com a invasão romana da Península Ibérica, em 218 a.C., todos aqueles povos, à exceção dos bascos, passaram a conviver com o latim, dando início ao processo de formação do espanhol, português e galego. Esse movimento de homogeneização cultural, lingüística e política é denominado romanização.
Até o século IX, a língua falada era o romance, um estágio intermediário entre o latim vulgar e as modernas línguas latinas, como o português, o espanhol e o francês. Essa fase é considerada a pré-história da língua. Do século IX ao XII, já se encontram registros de alguns termos portugueses em escritos, mas o português era basicamente uma língua falada. Do século XII ao XVI foi a fase arcaica e do século XVI até hoje, a moderna. O fim do período arcaico é marcado pela publicação do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, em 1516. O português em Os Lusíadas, de Luís de Camões (1572), tanto na estrutura da frase quanto na morfologia (o aspecto formal das palavras), é muito próximo do atual.
>> Dialetos dentro e fora de Portugal
Mesmo dentro das diversas regiões de Portugal existem dialetos que são chamados de continentais: o interamnense (falado entre Douro e Minho), o transmontano (falado em Trás-os-Montes), o beirão (em Beira-Alta e Beira-Baixa) e o Meridional (sul de Portugal).
Nas cidades que fazem fronteira com a Espanha, fala-se uma mistura de português e espanhol. Nas ilhas portuguesas, fala-se o dialeto açoriano (em Açores) e madeirense (na Madeira).
Fora do continente europeu, fala-se o dialeto brasileiro no Brasil e o indo-português, que é dividido em vários dialetos crioulos (de Diu, Damão, Maé, Ceilão, Macau, Cabo-Verde, Guiné, Moçambique etc). Mesmo naqueles países já citados, onde o português é a língua oficial, por não ser exclusivo, ele sofre muita influência dos idiomas nativos, ficando seu uso restrito a uma pequena parte da população.
>> Acordos para uma mesma ortografia
A existência de duas ortografias (duas maneiras de escrever as palavras) oficiais da língua portuguesa, a lusitana e a brasileira, tem sido motivo de várias tentativas de unificação da língua, o que é considerado como importante para a própria valorização da nossa língua.
As Academias, Brasileira de Letras e das Ciências de Lisboa, vêm há muito trabalhando em vários acordos ortográficos entre Portugal e o Brasil. No Brasil, em 1971, e em Portugal, em 1973, foram promulgadas leis que diminuíram, mas não acabaram com as divergências ortográficas entre os dois países. No Rio de Janeiro, em 1986, juntaram-se pela primeira vez na história da língua portuguesa, para tratar do assunto, representantes não apenas de Portugal e do Brasil, mas também dos cinco novos países africanos de língua portuguesa (depois da descolonização portuguesa).
Fonte: www.ibge.gov.br
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